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10 de abr de 2007

PT e PPS, juntos em Janaúba

Depois da estranha aliança com o PSDB, PT de Janaúba quer agora aliança com o PPS.
JANAÚBA - O atual vice-prefeito e secretário de Promoção Social janaubense, José Benedito Nunes Neto (PT) desmentiu, esta semana, informações que circulam pelos bastidores da política local, dando conta de que ele seria candidato a vice-prefeito em uma provável chapa a ser encabeçada pelo ex-deputado, Dimas Rodrigues (PMDB), na disputa eleitoral do ano que vem.
Mesmo afirmando nutrir respeito e admiração pelo líder político peemedebista, José Benedito disse que essa hipótese está descartada. O mesmo recado o petista manda ao irmão de Dimas, Chico da Camila, também do PMDB, que se figura entre os pretensos candidatos à cadeira, hoje ocupada pelo prefeito Ivonei de Janaúba.
No entanto, o líder petista José Benedito, deixou claro que vê com bons olhos uma composição com o vereador Valério Dias (PPS).
O vice-prefeito chegou a afirmar que até aceitaria ser vice de Valério, a quem classifica como uma nova e jovem liderança política do município e que possui significativo respaldo popular.
Mesmo assim, José Benedito não descartou uma provável candidatura própria pelo seu partido, o PT, em 2008.
O PPS, partido do vereador Valério Dias, também trabalha com a hipótese de construção de uma candidatura própria.
Fonte: Jornal da Serra Geral (www.jornaldaserrageral.com.br)

Um comentário:

Anônimo disse...

Nota do Instituto Cultiva

Durante algumas semanas, alimentei a imprensa local com informações sobre problemas da gestão local e a tentativa do Instituto Cultiva em alertar o Prefeito Athos Avelino sobre problemas graves no gerenciamento de suas políticas. Nunca foram informações confidenciais, mas nunca chegavam ao grande público. A motivação inicial foi uma nota e entrevistas do Secretário Municipal de Comunicação, que ofendiam e disseminavam informações que não coincidiam com a verdade dos fatos. Nenhum membro do Instituto Cultiva tem pretensões partidárias ou eleitorais. Trata-se de uma norma interna. Prestamos serviços a Montes Claros, mas não atuamos politicamente na região. Fomos procurados pelo governo municipal e nunca o procuramos. Tivemos que divulgar nosso afastamento dos serviços à Prefeitura, justamente porque secretários municipais entravam em contato conosco, mesmo após o rompimento formal com a Prefeitura, sem saber de todos alertas que fazíamos ao longo de tantos meses e do rompimento que já havíamos anunciado. A situação ficou constrangedora. A motivação inicial tomou novo rumo, na medida em que soubemos que parte dos alertas que fazíamos nunca chegaram ao Prefeito. Algumas lideranças partidárias denominaram este estranho procedimento de blindagem. A imprensa passou a ser um meio de informação. Primeiro, ao Prefeito. Mas logo se tornou um meio de informar aos cidadãos de Montes Claros.
Athos Avelino, quando candidato, fez duas promessas centrais: transparência e gestão participativa. A troca de e-mails e documentos, incluindo o reconhecimento de integrantes do governo, demonstra que, ao menos em parte, não havia transparência do que ocorria nos gabinetes e a gestão participativa não era, de fato, uma prioridade de governo.
Não se trata, como algumas Cassandras gostariam de supervalorizar, da disseminação de informações que desgastaram o governo. Infelizmente, esta situação é obra do próprio governo. A consultoria, como deixamos claro em todas mensagens que enviamos, tentou alertar, sugerir correção de rumo.
A partir de agora, coloco-me à disposição do Ministério Público local, dos vereadores e, principalmente, dos partidos que compõem a base aliada do governo municipal. Estes partidos são peça fundamental para que o desgaste do governo tenha forma. Precisam vir à público definir sua posição, com transparência, para utilizar mais uma vez um alicerce do discurso de campanha que elegeu Athos Avelino. Seria um serviço público de grande relevância que ao menos os partidos políticos que são declaradamente de esquerda e que sempre defenderam a gestão participativa como instrumento de aprofundamento democrático - caso do PCdoB e PT - divulgassem notas públicas para esclarecerem o que pensam da queda de popularidade e crise interna do governo municipal. Afinal, fazem parte da base aliada e possuem cargos na gestão Athos Avelino sendo, portanto co-responsáveis pelas iniciativas deste governo.
Em meus trinta anos de militância social e 20 como consultor em políticas públicas vi, raramente, dificuldades gerenciais de tal magnitude como percebi na gestão municipal local. A situação me parece de extrema gravidade. Mas cabe às lideranças sociais do município assumir a iniciativa de promover debates públicos e transparentes a respeito deste cenário e das possibilidades de sua superação. Os embates não podem ser pessoais, como os criticados insistem em tratar as críticas, em tom emocional. Um governo é a concretização de um mandato popular. Não existe por si, mas pela vontade popular. Este governo privilegia, desde o início, a Corte. Tem dificuldades para lidar com a rua, com quem lhe deu o mandato. É neste sentido que nossa entidade, dedicada à promoção de sistemas de gestão participativa e controle social, não poderia mais permanecer assessorando a gestão local. Seria mera ganância e um erro institucional. Não poderíamos cometer o mesmo erro que seria contraditório com os alertas e críticas que emitimos ao Prefeito. As informações sobre todos episódios que nossa entidade esteve envolvida durante o período de consultoria passam a estar à disposição dos órgãos públicos e lideranças sociais. Bastam solicitá-los.
Atenciosamente,
Rudá Ricci
www.ruda@inet.com.br