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17 de mai de 2007

Acordo põe fim à briga por cargos e César Emílio continuará no DNOCS

Petista afirma que distribuição de postos federais em Minas está fechada e que critério para indicações é teste para aliança em 2010
Depois de uma reunião da Executiva do PT, o coordenador da bancada federal, deputado Reginaldo Lopes, confirmou, ontem, que o acordo para distribuição de cargos federais em Minas Gerais está selado entre todos os aliados que compõem a coalizão de forças políticas de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O critério para as indicações é mesmo o tamanho das bancadas, a contrapartida dos aliados é a “lealdade ao projeto de Lula”, inclusive no processo sucessório de 2010. “É um bom exercício para 2010. Exercício de convivência para saber se teremos condições de ter uma chapa em 2010 ou não. Não podemos ter no espaço do governo federal quem está em dois pontos”, afirmou o parlamentar, para quem a aliança formada em torno de Lula deverá se repetir em 2010, não somente no âmbito nacional, mas também em Minas Gerais “Nós queremos que essa coalizão que defende o presidente Lula, que acredita nesse projeto do presidente Lula no Brasil, repita em Minas. Estamos chamando os partidos a fazer uma lista única, que isso seja um trabalho em defesa do projeto Lula em Minas e que, no futuro, sinalize um projeto dessa coalizão para o governo do estado”, disse o petista
De acordo com Reginaldo Lopes, não existe nenhuma divergência em relação ao critério usado para as indicações. “Minas vai dar um exemplo para o Brasil. Vamos entregar uma lista única, assinada por todos os partidos”, afirmou o parlamentar, para quem até os cargos considerados mais conflituosos estão resolvidos. São os casos das direções da Ceasa e Casemg, que vão ficar com o PMDB, e o comando do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), que deverá ser ocupado pelo PR.
A maior bancada entre os aliados é a do PT, com nove cadeiras. Entretanto, o partido vai perder postos em relação ao mandato passado. Os petistas estimam que no primeiro mandato o partido foi contemplado com 70% dos cargos federais em Minas, o que significa cerca de 25 nomeações. Agora o PT terá nove. Já o PMDB, que teve uma participação discreta nos primeiros quatro anos do governo Lula, vai indicar oito cargos. O PV terá entre suas indicações a superintendência do Ibama, órgão que também era disputado entre os aliados. O PDT, que tem o Ministério do Trabalho, ficou responsável pela nomeação do delegado regional do Trabalho. O PCdoB manterá o comando do Fundacentro, mas ainda deverá contar com diretorias em órgãos dirigidos pelo PT e PMDB. O PRB, que não tem assento na bancada federal, mas participou da coligação de Lula, cedendo o vice-presidente José Alencar, também terá direito a cargos em Minas.
SEM PORTEIRAS
Reginaldo Lopes garantiu que não existe a estratégia de “porteiras fechadas”, em que o partido que detém a direção de um ministério indicaria também os cargos de segundo e terceiro escalões daquela pasta. “Porteiras fechadas enfraquecem a democracia. Os aliados vão conviver sem problemas”, frisou o coordenador da bancada. Em relação aos cargos federais em Brasília, o parlamentar afirmou apenas que as forças aliadas de Minas não poderão abrir mão de ter participação em Furnas, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras e Ministério da Saúde. As discussões sobre essas indicações não passam pelas bancadas federais e as nomeações serão definidas pelos ministérios e os partidos coligados.
Desde fevereiro os aliados estão discutindo a partilha.

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