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24 de set. de 2007

“Os documentos do mensalão mineiro”.

Essa foi a manchete de capa da revista IstoÉ (19/09/07). Muito suspeita, porque descaracteriza o verdadeiro foco. A manchete correta deveria ser “Os documentos do mensalão do PSDB mineiro”. Nas primeiras cinco linhas da reportagem novamente surge a suspeita de manipulação. “Obtidos com exclusividade, os documentos atingem diretamente o atual ministro das Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia”. O foco correto seria: “Os documentos atingem diretamente o atual senador Eduardo Azeredo e envolvem profundamente o governador Aécio Neves, que surge na lista do caixa 2 tendo recebido R$ 110 mil. Em terceiro plano, os documentos atingem também o ministro Mares Guia. A montagem do texto está invertida na revista Istoé.Duas perguntas que não querem calar: Por que a Polícia Federal não convocou uma coletiva para divulgar os documentos? A quem serve politicamente a “exclusividade” do vazamento dos documentos da PF?A primeira pergunta é de fácil resposta. A PF não convocou coletiva para divulgar os documentos do “Mensalão do PSDB mineiro” porque assim fazendo não teria controle sobre os textos. A resposta à segunda pergunta é óbvia. A reportagem manipulada serve à estratégia política de José Serra porque joga água na fogueira de Aécio Neves, seu concorrente dentro do PSDB como pré-candidato à presidência da República. E o esquema foi muito bem montado. Toda a imprensa – quase toda – insiste em batizar o novo/velho escândalo de “mensalão mineiro” e não “mensalão do PSDB mineiro”.Não há sutileza no jogo da revista IstoÉ.
A POLÍCIA FEDERAL AGUARDA com grande expectativa a decisão do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o mensalão mineiro, prevista para o fim do mês. Policiais que atuaram nas investigações acham que, além de denunciar o grupo que gravita em torno do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o procurador pedirá novas diligências sobre temas que ficaram em aberto no relatório: o depoimento dos políticos que aparecem como supostos beneficiários do dinheiro usado na campanha eleitoral de 1998 – entre eles, o governador Aécio Neves – a quebra de sigilo para efeito de rastreamento bancário das empresas de Marcos Valério (DNA e SMP&B) e novas investigações sobre estatais mineiras como o Bemge, as Companhias de Saneamento (Copasa), Energética (Cemig) e Mineradora (Comig), de onde saíram os cerca de R$ 5 milhões para irrigar o valerioduto mineiro.

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