Search

Compra de votos ou coincidências? - Onda vermelha - Bloco de esquerda e partidos de centro se fortalecem no Congresso - Lula, o preconceito dos poderosos e o complexo de "vira-latas" -Eleição termina em pancadaria em Fruta de Leite - Marina,... você se pintou? Câmara Municipal de Buritizeiro cassa mandato do Padre Salvador - Repercute suspeita de caixa 2 na campanha de Hélio Costa - Lula diz que imprensa brasileira gosta de publicar "notícia ruim" sobre o país - Bicheiro confessa que doou R$ 250 mil para o caixa 2 de Tadeu Leite - Diante das denuncias de corrupção e fantasmas na Prefeitura de Montes Claros, o jornalista Pedro Ricardo pergunta: Cadê o Ministério Púbico? - PT dá o troco no PMDB e abandona Hélio Costa - Caixa 2 pode inviabilizar campanha de Hélio Costa - Dilma dispara e abre 20 pontos - A nova derrota da grande mídia

17 de ago de 2008

Juca Kfouri chuta o balde

A espinha ereta do guerrilheiro. Um dos principais jornalista esportivos do país fala de seu passado e de seu presente militante e detina a cumplicidade entre emissoras e cartolas, que ajuda a esconder e a perpetuar as mazelas do esporte

Para Juca Kfouri, a mídia esportiva não é frouxa com as mazelas do esporte: é promíscua. “Uma semana de jornalismo correto no Jornal Nacional derrubava o Ricardo Teixeira”, diz

O ex-jogador Tostão, hoje cronista esportivo, escreveu outro dia que Juca Kfouri é “mestre do jornalismo esportivo”. Para José Carlos do Amaral Kfouri, o Juca, um louco por futebol, o elogio pode valer tanto quanto um magnífico salário. Aliás, Juca é categórico em dizer que o fato de “nunca ter curvado a espinha e nunca ter ferido um princípio” é seu grande patrimônio profissional. Mesmo a “grande” mídia, que ele considera cúmplice dos conchavos que atravancam o desenvolvimento do esporte no Brasil, precisa de sua credibilidade para garantir um Ibope. Não é à toa que ele está no rádio (CBN), na TV (ESPN Brasil), no jornal (Folha) e na internet (UOL), e já comandou revistas como Placar (1979 a 1995) e Playboy (1990 a 1994). Aos 58 anos de idade e 38 de profissão, sempre jogou no ataque. E garante que, em essência, é hoje rigorosamente igual ao jovem que aos 18 anos queria pegar em armas para enfrentar a ditadura. Seu nome de guerra, Bira, aludia ao jogador de basquete Ubiratan, do Corinthians e da seleção brasileira. Juca admite que muita coisa mudou dos dias de clandestinidade para cá. Mas ainda vê o permanente embate entre as pessoas que não se conformam com a exclusão social e as que a consideram inevitável. E não acredita em jornalista que não queira melhorar o mundo.

Leia AQUI na Revista do Brasil a entrevista completa

“Quem se curva diante dos poderosos, mostra a bunda aos oprimidos” - Millôr Fernandes

Um comentário:

Ailton Bruno disse...

Confesso que sou um grande admiridor do Juca. Assim que me formar em Jornalismo pretendo seguir na área esportiva e tenho a certeza que terei de encarar tantas injustiças e censuras quanto aqueles que militam no jornalismo politíco. Os governantes e os cartolas caminham juntos na sujeira...