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8 de out de 2006

IMPRENSA MARRON


A Imprensa é vista por aí como o Quarto Poder. Uma bobagem. Trata-se de um grupo de empresas privadas, com interesses próprios. Não constituem um poder exclusivo, mas sim uma ramificação do poder econômico, já suficientemente representado pelas empresas e empreendimentos privados em geral.
Por muito tempo, esse suposto "Quarto Poder" era colocado ao lado dos outros três; Executivo, Legislativo e Judiciário. O Executivo é representado pelo administrador público, eleito pelo povo. O Legislativo, pelos parlamentares, também eleitos pelo povo. E o Judiciário por cidadãos concursados, e um quinto de indicados.
Sobre todos esses três poderes jogam-se "luzes" acerca da influência do Poder Econômico. Notadamente, o Judiciário é o menos afetado, por ter um grau de independência maior e ainda ser a única via pela qual pode-se contestar os outros dois.
A "Imprensa", portanto, não deve ser vista como um "Poder", nessa significação jurídica. Juridicamente, aliás, fala-se mais em "função" do que em "Poder", seja Executivo, Legislativo ou Judiciário.
As empresas de comunicação, formadoras daquilo que se chama imprensa ou mídia, são entidades privadas interessadas tão-somente no lucro. A ladainha de "função social" da imprensa é, como dito, pura ladainha.
Interessadas em lucrar, as empresas de comunicação investem em pólos logicamente adversos. A equação, tecnicamente insolúvel, mas, na prática, muito bem resolvida, deve fazer com que o órgão receba todo tipo de anúncio e, ao mesmo tempo, tenha independência e liberdade para questionar os interesses das empresas anunciantes.
Assim, os leitores acreditam que têm em mãos um veículo independente e corajoso, ao passo que os anunciantes sentem-se no conforto de não ter complicações, visto que lá efetuam seus pagamentos por meio de propagandas e afins.
Complicado, não? Exatamente. E, para evitar esse e outros tipos de complicação, nossa imprensinha mequetrefe, no geral, age de forma ridiculamente parcial, destruindo todo e qualquer princípio básico de isenção e imparcialidade.
É aí que, com todo respeito, entramos nós.
Uma utopia, talvez. Uma "mesa de boteco virtual", na qual alguns pretensiosos ficam descendo a ripa nesse tipo de coisa. Pode ser, talvez seja isso mesmo e, para quem gosta, estamos aí.

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