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1 de jun de 2007

Tem cheiro estranho no ar

A montagem de um projeto de comunicação em Minas

Empresários ligados ao governador mineiro Aécio Neves deram início a montagem de uma rede de jornais, rádios e TVs. Um grupo de empresários ligados ao setor energético, de telecomunicação e mineral adquiriu o título Estado de Minas, até então pertencente a Maurício Aleixo - ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado - em função de herança recebida do fundador do jornal, Pedro Aleixo.

A transação inclui também a aquisição da TV Alterosa. O grupo de empresários é o mesmo que financiou 80% da campanha do governador reeleito Aécio Neves (PSDB). O novo grupo empresarial começa a assumir o jornal Estado de Minas e a TV Alterosa - esta última que, já há alguns anos, encontra-se funcionando de forma irregular, com sua concessão vencida - a partir de fevereiro de 2007.

Embora feito de forma discreta, a Way TV, empresa de televisão a cabo, também foi transferida para o mesmo grupo, retirando-se da sociedade a empresa Gontijo que, segundo fontes do mercado, estava apenas representando o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG).

Junto com a Way TV, montada sabidamente pela empresa Infovias e com recursos da Cemig, vem uma rede de concessionária de TV a cabo cobrindo 90% do território mineiro.

Sabe-se que embora as negociações estejam sendo feitas com o grupo Telemar, proprietária da Oi celulares, ambas pertencentes ao grupo Andrade Gutierrez, as empresas estão apenas dando cobertura às negociações fornecendo sua personalidade jurídica. Porém, a tecnologia a ser utilizada virá da espanhola Telefônica, que lançou um serviço de TV por satélite, em parceria com a empresa DRHI (Astralsat) que só não foi retirada do ar por ausência de legislação que permita.


Na verdade, a Telefônica já tem em seu quadro societário um representante de Aécio Neves, Alexandre Accioly.

A contrapartida dos “favores” da Andrade Gutierrez será o investimento na implantação, com recursos do Fundo de Telecomunicação do Governo de Minas, de uma rede de retransmissores de sinal para celular, dando possibilidade a Oi Celulares, empresa da Telemar, em ampliar sem qualquer investimento sua área de cobertura. Para isto, o governador Aécio Neves esteve recentemente, em Washington, captando US$ 400 mi.

A assessoria do governador teve que explicar como o estado de Minas Gerais estaria tomando um empréstimo internacional para o Fundo de Telecomunicação sem qualquer autorização do Senado Federal, em que o banco não teria solicitado o aval da União, não explicando quais eram as garantias que Minas estava dando.

Fato idêntico ocorreu na década de 80 quando, com recursos do estado, foi implantado o segundo maior projeto de retransmissão de TV do país, mantido até hoje pelo governo de Minas e explorado pela iniciativa privada. Procurando aumentar seu poder, Aécio tem articulado de todas as formas para implantar o serviço de TV por satélite oferecido pela espanhola Telefônica.

Seu maior objetivo é minar as bases de José Serra, pois a empresa Telefônica opera hoje 90% da telefonia do estado de São Paulo. A situação está tão selvagem que o grupo espanhol Telefônica foi incentivado a simula estar sendo discriminado pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para que Aécio possa colocar na pauta de negociações com Lula a liberação do serviço.

Seu maior concorrente na América Latina, a Telmex, só não teve nenhum problema para entrar no mercado de televisão por assinatura a cabo porque a legislação existente já previa, sem dizer que o serviço já vinha sendo prestado.

A Telmex é dona da Embratel, uma concessionária de telefonia fixa como a Telefônica, em São Paulo. A operadora participa do controle da Net, maior empresa de TV paga do País.

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