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17 de abr de 2009

A verdade não dói: abre os olhos do futuro

Quando secretário de Justiça e Direitos Humanos, Tadeu Leite, sofreu pressões desde o primeiro dia em que assumiu a pasta, exatamente para que deixasse o cargo. Itamar Franco, na época governador, talvez tenha sido o único presidente da República que, ao tomar conhecimento de algum assessor que estivesse ligado à corrupção, tráfico de influência, ou escândalos, pedia o desligamento imediato. Isso sem se importar se ficaria a dever favores, tanto para o demitido, quanto para o partido que pertencesse. Passava a faca no ato. Homem de pulso, Itamar recebeu das mãos do homem forte do governo Henrique Hargreaves, a infeliz notícia que o governo de estado de Minas Gerais, poderia estar sendo investigado pelo Ministério Público, por causa de algumas composições que haviam sido feitas para o secretariado. Alguns deles, não tinham lá uma ficha muito limpa. O governador tinha em mãos a partir dali, documentos que comprovavam o que estes “alguns” haviam feito de errado em passado recente. Vários estragos políticos após entrarem para a vida pública. Este seria o maior problema enfrentado pelo sério governo de Itamar Franco. Para não cometer injustiças, na medida em que lia os documentos e tomava conhecimento de todo o material disponibilizado pela sua assessoria – que não é segredo nenhum e está disponível para toda a população na justiça –, ordenava a derrubada do secretário, de seus amigos e parentes contratados. Em sequência foram feitas demissões. Uma em especial chama a atenção de todos os norte-mineiros. Luiz Tadeu Leite. Nos bastidores, Itamar Franco já havia pedido a cabeça de Tadeu, mas este resistia temendo que viesse a público o verdadeiro motivo de sua derrubada do secretariado estadual. Se a vida pública do Tadeu não constasse de processos como o caso Cesu, suspeitas de desvio de verbas públicas, benesses pessoais, e improbidade administrativa, entre outros, teria sido a maior revelação política de sua geração. Mas não foi. E apesar da derrubada por causa de seus pecados cometidos quando esteve com o poder público em mãos, a verdade sobre sua derrubada jamais chegou ao conhecimento da população. Mas agora vai chegar e fora de época eleitoral para que a população possa analisar sem estar “cega”. Tadeu resistia no cargo, como formiga em rapadura. Mas a sua ficha suja caiu como uma bomba no Palácio da Liberdade. Então ele procurou pelo seu amigo e companheiro de partido, o secretário de Segurança Pública Mauro Lopes, para obter informações do que estava realmente acontecendo no gabinete maior e a sua posterior intervenção. Então Lopes solicitou uma reunião urgente com o governador, para resolver a situação de alguns companheiros do PMDB. Entre eles, o caso Tadeu. Itamar, enfático e emblemático em sua sala de despachos, não contemporizou com o secretário de Segurança e decretou a demissão de Tadeu. Mauro Lopes com sua ginga política solicitou então um favor de Itamar: deixar pelo menos Tadeu pedir demissão. O pedido, apesar de contrariar o governador, levou em consideração o respeito ao partido, mas tinha uma consideração: para que não demorasse acontecer. Com isso Tadeu que sempre foi egoísta e centralizador – e treinou pessoas à sua volta para serem assim tal como seu eterno assessor Sérgio Amaral que sempre é algo sem ser de verdade – imaginou que ganharia mais tempo, algo em torno de três meses, para articular sua saída por cima, com uma frase muito comum em seus discursos populistas: “deixei o secretariado para me dedicar ao povo”. Mas se a justiça dos homens falha e como falha e atrasa a vida dos outros, a justiça de Cima não deixa em vão. E foi através de uma rebelião seguida de morte, ocorrida dois dias depois, em Sete Lagoas dentro de um Ceip (Centro de Internação Provisória de Menores Infratores) coordenado pela pasta de Tadeu, em que ele se despediu melancolicamente de sua carreira política. Mauro Lopes, em um telefone a Leite, disse que a morte do menor acontecida no Ceip havia sido a gota d’água. E os três meses que achava ter ganho no cargo foi pelo cano. Como era pouco mais das 19 horas, Lopes confirmou que pela manhã Itamar iria convocar uma coletiva com a Imprensa para anunciar o nome que iria substituir o dele. Às 21 horas, o pedido de demissão de Tadeu chegou ao gabinete do Governador. Mais apressado que um Boeing. Mas que fique claro aos eleitores, que a verdadeira história de sua derrubada, não foi a demissão (uma madrugada antes de ser demitido em público), não foi a morte do menor (no Ceip de Sete Lagoas), mas as marcas em sua vida pública cercada por suspeitas, enriquecimento rápido, história de imóveis, empresas como órgãos de imprensa, improbidade administrativa, caso Cesu, e agora na lista do Magistrados Brasileiros como um político ficha suja. Isso derrubou Tadeu, a sua desonestidade. Agora, através de verdadeiras histórias, fora de programas eleitorais gratuitos, fora de eleição, sem paixão ou ódio, é que a população tem a oportunidade de conhecer o prefeito que foi eleito. Se pelo menos parte dos leitores concordarem que num momento de fragilidade, condenou seu voto a quem não queria e que foi eleito, podemos pensar que quem coloca tira. Vamos fazer o certo. Corrupção, não. Impechemant, sim.

4 comentários:

Anônimo disse...

Ô Lunga!!

Deixa o homi trabaiá...
Ele ganhou a eleição e ainda nem esquentou a cadeira. Não deu tempo para nada ainda sô!

Anônimo disse...

Meu, esse sujeito que fez o comentário acima deve ter a mente de girico ou tá mamando nas têtas do rateu... infelismente, como este, Montes Claros teve mais 52% de ignorantes. Agora é aguentar essa PESTE no governo até o dia em que a justiça resolver trabalhar... ninguém merece!!!!

Anônimo disse...

Concordo que está devagar, mas foram só quatro meses de mandato. Vamos dar mais tempo.

Anônimo disse...

O comentarista anterior tem ideia de girico, dá chances para tadeu, tenha dó.