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5 de fev de 2009

SEXTA-FEIRA 13 - Educação de Minas entregue para as baratas

O Sind-UTE de Minas lançará sexta-feira, 13, revista mostrando a realidade do ensino em Minas, em contraponto à propaganda mentirosa do governo Aécio Neves, cujo slogan de uma de suas peças publicitárias é “Caminhando para frente sem deixar ninguém para trás”. A realidade é bem diferente. Segundo o diretor do Sind-UTE/Regional Norte, José Gomes Filho, a entidade contratou uma equipe de jornalistas para retratar a verdadeira realidade das escolas no Estado de Minas, e o resultado será mostrado na publicação, a ser lançada sexta-feira, 13, mostrando fotos de escolas com portas quebradas, computadores empilhados e sem uso, aulas de educação física nas ruas ou em sala de aula, por falta de espaço apropriado, e até escola funcionando dentro de um paiol. “A realidade é escabrosa e vamos desmascarar essa propaganda mentirosa do governador Aécio Neves”, disse.
A Educação em Minas Gerais está um verdadeiro paradoxo.
Por um lado o governo traz à sociedade um discurso de boa qualidade no ensino mineiro exigindo dos profissionais da Educação desempenho e eficiência.
Por outro, desestimula os mesmos com normas que vão contra o interesse dos educadores, por estarem repletas de incoerências.
Este paradoxo é facilmente percebido nas eleições que se realizarão para o cargo de diretores este ano. Conversando com diretores atuais vemos que a política adotada é um verdadeiro desastre, desestimulante e ainda completamente incoerente. Alguns pontos:
Primeiramente, o tempo de serviço do professor para aposentadoria é de 25 anos.
No entanto, caso ocupe um cargo de diretor esse tempo sobe para 30 anos.
Evidentemente, para alguém que começou a lecionar com uma idade mais avançada o interessante é não almejar o cargo de diretor.
Segundo, todo diretor em exercício tanto é avaliado como administrador financeiro da escola como tem a responsabilidade de avaliá-la como um todo, inclusive o desempenho dos professores. Todo ano é dada pelo Estado uma nota de desempenho. Esse diretor, no entanto, para concorrer novamente ao cargo tem que passar por uma prova escrita, onde todos concorrem na mesma condição de igualdade.
Isso é, mesmo que tenha uma avaliação com nota 10 em todo seu mandato, caso não passe na prova escrita é automaticamente eliminado.
Fica, então, uma pergunta: de que adianta ser um excelente diretor se numa simples avaliação escrita todo seu desempenho não lhe é creditado como vantagem alguma?.
Terceiro, caso não haja candidatos concorrentes, isto é, havendo apenas um candidato postulante ao cargo, esse é eleito pelo colegiado, que é composto por 5 conselheiros, incluindo o diretor que no colegiado exerce o cargo de presidente.
Enfim, o próprio interessado no cargo vota, podendo facilmente reeleger, caso seja ele concorrente único manipulando os conselheiros. Ou ainda, caso ele use de má fé, pode induzir os conselheiros a não aceitar o candidato postulante, para posteriormente continuar no cargo a pedido do próprio colegiado, junto à Secretaria da Educação, ainda que não tenha passado no concurso preliminar.
Quarto, o diretor atual, após deixar o cargo, assume suas funções anteriores sem nenhuma gratificação salarial pelos anos prestados numa função de alta relevância e de grande responsabilidade. Em suma, ele volta a receber o salário de professor e, assim, todo seu trabalho passa a não ser reconhecido pelo Estado.
O que está acontecendo é que, infelizmente, muitos bons e capacitados profissionais da Educação não querem concorrer ao cargo de diretor, por não ver beneficio algum.
Pelo contrario, só terá muita responsabilidade, cobranças e total indiferença do poder público.
Tudo em troca de um salário que pode parecer vantajoso, mas que se torna irrisório em relação à responsabilidade do cargo.
Com participação de Ataíde Lemos

3 comentários:

Anônimo disse...

Luis, Pena que muitos professores, não conseguem perceber que o governo Aécio usa e abusa deles com propagandas enganosas, tomara que com essa revista o sindute consiga desmacara-lo,alertando aos professores da necessidade da luta.

Anônimo disse...

Boa noite Luiz, sentiria honrado em receber uma exemplar desta revista. aproveito e pergunto se este artigo está inserido nela, abraços

Ataíde Lemos

Meu email ataide.lemos@gmail.com

Frederico Alkmim disse...

Prezado Lunga;

Não é de hoje que a educação em Minas está realmente entregue ás baratas, literalmente!

Este governador que aí está engana a população em falsas propagandas. O pior é o ator global que anuncia os falsos "avanços". Por ser uma pessoa pública, os artistas deveriam se preocupar - antes de receber o gordo cachê (pagos as custas da população) - em verificar se o que estão informando para o cidadão é verdade ou uma mentira, pois, são formadores de opinião - queiram ou não.

É uma vergonha as condições dos professores e alunos em Minas. É tudo precário - da merenda ao transporte, dos salários pagos ao espaço físico utilizado para ministrarem as aulas - em muitas salas de aula (se é que podemos chamar de sala de aula) o teto está desabando. Será, meu Deus, que com tanto imposto que pagamos em Minas Gerais através do choque de gestão, nossos filhos não merecem um ensino melhor?

Com certeza nós todos merecemos um governador melhor, mais humano e não um enganador, que ainda tem a pachorra de querer ser presidente! Rarará, deve ser piada Aécio Presidente, e de muito mal gosto!

Saudações companheiro.