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7 de ago de 2010

Adesismo e subserviência dos prefeitos

A mídia noticiou que mais de 80 prefeitos, inclusive, dois do PT, participaram de reunião no Portal de Eventos, em uma cerimônia eleitoral de “beija-mão” de Aécio e Anastasia, manifestando, oral e documental, apoio à candidatura de ambos, em pleno horário de expediente de trabalho, afrontando a legislação eleitoral, a ética e a moral, em uma atitude amouca, servil, que remonta ao Brasil colônia, transpôs o Império, instalando-se de vez na República, jamais se importando com a coloração político-ideológica do Governo de Plantão, seja democrático ou ditatorial, como foi o caso do Golpe Militar de 64. Por aqui, vale o contrário do que faz os bascos, para quem se há governo são contra. Nestas plagas, se há governo, os nobres alcaides são a favor, independentemente do viés e da fidelidade partidária e programática.
Ainda segundo a mídia, os prefeitos trouxeram caravanas de suas cidades para fazerem coro no evento político. Espera-se que tenham poupado o dinheiro público no traslado para este festival eleitoreiro. Espera-se que tenham decretado ponto facultativo nas Prefeituras para estarem na cerimônia de louvação ao atual e ao ex-governador. Da mesma forma, o Estado de Minas deve estar em feriado administrativo permanente, já que o governador faz campanha o dia todo, ou então ele está licenciado do cargo e não falou com povo.
Aqui no Norte de Minas, lembro-me de um fato ocorrido, na década de setenta, quando o MDB, com trabalho e sacrifício, elegeu um prefeito na região. Houve festa, foguetes, discursos, saudando a boa nova e a expectativa de avanço na seara coronelista deste sertão. Ledo engano. Menos de seis meses depois da posse, o prefeito festejado estava na ARENA e no colo de Francelino Pereira.
Agora, não faz muito tempo, mais precisamente em 2004, o PIRATA ESCARLATE, José Antonio Prates, elege-se prefeito de Salinas, sob a bandeira do PT, depois que foi preso político, exilado, concluir curso interrompido de arquitetura na UNB, tornar-se presidente da Academia de Letras de Brasília. Pessoalmente, saudei o acontecimento, como alvissareiro às práticas políticas democráticas neste Norte e Vale do Jequitinhonha. Mas, alegria de pobre dura pouco. Não é que o “Pirata” debandou para o outro lado do Governo, a nível estadual, criando o Lulécio em 2006. Ainda bem que foi expulso do PT. Espera-se que também o sejam os dois prefeitos adesistas de agora.
Confundir e usufruir do público como se privado fosse é também uma prática vinda com os portugueses.
Todavia, com a reeleição e a eleição de dois em dois anos, a coisa complicou e ampliou de vez, não obstante a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público.
Urge acabar com a reeleição e unificar as eleições, do município à república.
João Avelino
Advogado

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