O jogador Richarlyson, do São Paulo - um dos desataques do líder do Brasileirão, na vitória contra o Grêmio - não teve êxito na sua tentativa de ver processado criminalmente um diretor do Palmeiras e ainda teve que ler, na sentença, que futebol não é coisa para gay. Essa foi a linha adotada pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, 9ª Vara Criminal de São Paulo, ao fundamentar a decisão em que rejeita a queixa-crime de Richarlyson contra o cartola do Palmeiras, José Cyrillo Júnior.
A sentença registra que `o futebol é jogo viril, varonil, não homossexual`. E lembra que o hino do Internacional consagra esta condição: `Olhos onde surge o amanhã, radioso de luz, varonil, seguir sua senda de vitórias`...
A sentença veio a público na sexta-feira (03), embora tivesse sido proferida duas semanas antes. Poucos dias depois de proferir o julgado monocrático, o magistrado Junqueira Filho passou a responder a processo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça, encaminhado pelo advogado Renato Salge, defensor do atleta. No expediente é pedida a punição do juiz `por homofobia e intolerância`. O advogado sustenta na representação que `o que discutimos na queixa-crime era se houve injúria por parte do diretor palmeirense, e não se Richarlyson é homossexual ou não - e, na sentença o juiz decidiu com base no pensamento pessoal dele, e não na lei.”
Na decisão que fulmina a queixa-crime, o juiz sugeriu o que o jogador poderia ter feito. Se não fosse homossexual, o melhor seria ir ao mesmo programa de televisão dizer que era heterossexual. “Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados”.
O magistrado também ironizou a manifestação de um grupo gay da Bahia de que o futebol deveria ser aberto aos homossexuais. “Ora bolas, se a moda pega, logo teremos o sistema de cotas`.
A sentença registra que `o futebol é jogo viril, varonil, não homossexual`. E lembra que o hino do Internacional consagra esta condição: `Olhos onde surge o amanhã, radioso de luz, varonil, seguir sua senda de vitórias`...
A sentença veio a público na sexta-feira (03), embora tivesse sido proferida duas semanas antes. Poucos dias depois de proferir o julgado monocrático, o magistrado Junqueira Filho passou a responder a processo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça, encaminhado pelo advogado Renato Salge, defensor do atleta. No expediente é pedida a punição do juiz `por homofobia e intolerância`. O advogado sustenta na representação que `o que discutimos na queixa-crime era se houve injúria por parte do diretor palmeirense, e não se Richarlyson é homossexual ou não - e, na sentença o juiz decidiu com base no pensamento pessoal dele, e não na lei.”
Na decisão que fulmina a queixa-crime, o juiz sugeriu o que o jogador poderia ter feito. Se não fosse homossexual, o melhor seria ir ao mesmo programa de televisão dizer que era heterossexual. “Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados”.
O magistrado também ironizou a manifestação de um grupo gay da Bahia de que o futebol deveria ser aberto aos homossexuais. “Ora bolas, se a moda pega, logo teremos o sistema de cotas`.
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